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Durante a semana do Dia das Mães, projeto “Cuidar de quem cuida” oferece momentos de relaxamento e acolhimento para mães de crianças autistas atendidas pelo serviço público de saúde.
Nesta semana especial do Dia das Mães, a Clínica TEA de Paraguaçu Paulista, ligada à Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Paraguaçu Paulista, está promovendo uma iniciativa tocante: cuidar de quem cuida. Desde segunda-feira, enquanto seus filhos realizam as terapias, as mães estão sendo convidadas a vivenciarem momentos de relaxamento e autocuidado.

A proposta é simples, mas poderosa. Em uma sala aromatizada e com música suave, as mães são recebidas com chá, acolhimento e um escalda-pés preparado com ervas aromáticas, sais medicinais e bolinhas de massagem. A água é aquecida a gosto, e tudo é pensado para proporcionar um instante de pausa, conforto e valorização.

“Estou achando ótimo, deveria ter mais vezes para as mães. Tem vezes que a gente chora por não ter tempo. A gente deixa de se cuidar porque o tempo para eles tem que ser maior”, conta emocionada Claudemira Borborema, mãe de Vinícius. Ela destaca a importância de iniciativas como essa para restaurar o bem-estar emocional das mães atípicas, que muitas vezes vivem em função das necessidades de seus filhos.

Ana Julia, mãe da pequena Maju, também se sentiu acolhida: “É bom ser cuidada um pouco, a gente está se sentindo especial”, resumiu.

A coordenadora da clínica, Priscila Reis, explica que a ideia da ação partiu da observação de uma realidade comum: muitas mães não têm tempo para si. “Falar de autocuidado é cuidar da saúde também, e valorizamos isso na Clínica TEA. Mesmo que a gente ainda não consiga fazer toda semana, pequenas ações como essa geram um impacto positivo e são uma forma de carinho com essas famílias.”

A psicóloga Mariana Móvio, integrante da equipe, reforça que o objetivo também é mostrar que o autocuidado pode ser simples e acessível. “A ideia é que elas possam replicar isso em casa. Um escalda-pés com água quente e sal é algo que toda mãe pode fazer com um tempinho. Queremos que elas se sintam merecedoras de cuidado.”

Fernanda Carvalho de Souza, mãe do João, de 7 anos, lembra que além do desgaste físico e emocional com as crises, há ainda o julgamento social. “Acham que é birra, que é malcriação. As pessoas não entendem. Isso tudo recai sobre a mãe, e cansa.”

A ação da Clínica TEA é um exemplo de como iniciativas simples podem oferecer muito mais do que conforto momentâneo: elas geram pertencimento, apoio e reconhecimento. Em um mundo que muitas vezes ignora a exaustão das mães de crianças com deficiência, criar espaços de cuidado é uma forma potente de fortalecer vínculos, promover saúde emocional e lembrar que nenhuma mãe deveria ter que se anular para amar.

Matheus Machado - AsCom/Secretaria de Saúde
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