Intervenção Aquática em Paraguaçu Paulista: Um Novo Horizonte para Crianças com TEA

Saúde - Sexta-feira, 07 de Março de 2025


Intervenção Aquática em Paraguaçu Paulista: Um Novo Horizonte para Crianças com TEA

Toda sexta-feira, a Piscina Semiolímpica de Paraguaçu Paulista realiza atividades especiais para crianças e adolescentes com TEA (Transtorno do Espectro Autista) por meio da intervenção aquática, em um projeto que une a Secretaria de Esportes e a de Saúde. Essa abordagem terapêutica, aliada a outras formas de tratamento, tem como objetivo auxiliar na comunicação, socialização, habilidades motoras e no fortalecimento do tônus muscular, utilizando atividades lúdicas e exercícios direcionados. O ambiente da piscina é relaxante e divertido, proporcionando um espaço onde os participantes podem praticar a comunicação, interagir com outras crianças e familiares, desenvolver habilidades sociais, aprender a se expressar e fortalecer vínculos emocionais. 

 

 

Marcelo Vergílio, psicomotricista e coordenador da intervenção aquática, conta que o projeto existe há pouco mais de um ano. A proposta inicial era atender 20 pacientes, mas com uma organização eficiente da equipe e dos horários, hoje são 37 atendidos. Marcelo destaca que há perspectivas de aumentar ainda mais esse número sem comprometer a qualidade do atendimento. "Nós nos adaptamos às necessidades de cada paciente. Na Clínica TEA, avaliamos as necessidades individuais para incluí-los em turmas compatíveis com sua idade e demandas," explica. Ele também ressalta as vantagens da terapia aquática para pessoas com TEA. "Algumas crianças apresentam alta sensibilidade a estímulos sensoriais, e a água oferece um ambiente acolhedor que facilita o contato delas com os pais e outras pessoas. Além disso, contribui para o desenvolvimento do tônus muscular de maneira aconchegante, resultando em intervenções mais produtivas. É possível observar um desenvolvimento global no paciente," afirma Marcelo. Na atividade desta sexta-feira, os pais estavam presentes para acompanhar seus filhos. 

 

 

Alan Souza Tamero é pai de uma criança com TEA e compartilha sua experiência: "Meu filho está aqui desde o início do projeto. Já notei diferenças no comportamento dele e uma evolução significativa na parte motora e no temperamento. Ele fica mais calmo quando vem à piscina," revela. 

 

 

Fabíola Ataíde Penha Ferreira, mãe do Enzo, não conseguiu conter as lágrimas ao descrever as melhorias do filho. "A diferença foi enorme; até os remédios diminuíram. A comunicação dele melhorou muito; hoje ele responde quando chamamos e tem menos dificuldade para dormir. Antes ele não interagia, ficava isolado e não brincava. Agora ele se diverte até com o irmãozinho! É emocionante ver essa mudança; ele começou a ir às festas e interagir com outras crianças. Isso transformou a vida dele e a nossa como pais," compartilha emocionada.

 

Fonte: Departamento de Saúde

Prefeitura Municipal da Estância Turística


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